sábado, 15 de fevereiro de 2014

Luíses - Solrealismo Maranhense



                                      


"Todos são Luíses. A cidade nos proporciona esse sentimento todos os dias. Seja você quem for... será igual a qualquer outro."

Assisti recentemente um filme que ansiava assistir a algum tempo, mas devido a empecilhos estudantis nunca consegui assisti-lo em nenhuma sessão do Cine Praia Grande, Cine Lume, muito menos suas exibições free no movimento Sebo no Chão e outros lugares. Fiquei recentida e me culpei. Mas para a minha felicidade pude enfim assistir e me deliciar com imagens poéticas que por si já falariam muito, mas existem relatos... Cada frase é um retratação literal da cidade. E para adicionar e otimizar o roteiro do filme/documentário (não sou nenhuma crítica de cinema) mostra a cidade na visão e nas palavras de turistas, trabalhadores, moradores de rua, ludovicenses... Luíses.


"O tempo passa, mas a cidade não muda". Cultura e problemas cotidianos são abordados sendo um só. Lei de terras, saúde, multinacionais, arte, política, pobreza e riqueza. Tudo vira um e a cidade é apresentada. Não deixem de assistir, o filme já pode ser visto pela internet através do site. Deixo aqui a apresentação pelos próprios criadores, o pessoal do "éguas coletivo audiovisual:


O Sol é um elemento chave da narrativa que retrata o cotidiano de São Luís.

Longa-metragem rodado no Maranhão e produzido pelo grupo Éguas Coletivo Audiovisual, “Luíses - Solrealismo Maranhense” é uma mistura de ficção e documentário que retrata a vida do ludovicense sob uma ótica bastante crítica da sociedade. O diretor Lucian Rosa utiliza o mito da serpente que cresce adormecida nos subterrâneos da cidade e faz uma analogia com a mobilização popular. Neste contexto, o filme mostra a história dos vários Luíses que compõem a cidade, em especial a de Luís Calado, que no dia em que a serpente acorda, tenta se fazer ouvir.  A história ficcional é entrecortada por vários depoimentos, em que jornalista, advogado, funcionários de hospitais, pacientes e moradores de rua denunciam a corrupção no poder público e o descaso com a cidade. O real e o imaginário caminham juntos nessa história que dá início ao Solrealismo. “Inspirados no filme MA 66 do Glauber Rocha, nós tentamos trazer, com pitadas de elementos do surrealismo e do tropicalismo, além de elementos regionais (por isso o nome Solrealismo), a expressão de um anseio por mudança que cresce não só em nós, integrantes do coletivo, mas em toda a sociedade. Tentamos usar tudo isto para mostrar a possibilidade de mudança que a mobilização e a arte trazem, por isso propomos um novo movimento cultural”, afirma Keyciane Martins, a produtora. Este é o primeiro filme oficial produzido pelo grupo. A ideia de fazer o filme surgiu logo depois da formação do Éguas Coletivo Audiovisual, há pouco mais de um ano. O grupo, bastante heterogêneo, é formado por integrantes de várias naturalidades e atividades, todos com raízes fincadas em São Luís. Keyciane conta que a equipe se uniu logo após participarem de uma atividade das oficinas do Festival Guarnicê de Cinema do ano passado. “Depois do Guarnicê, resolvemos montar um grupo para não perdermos contato e nos encontrávamos toda terça-feira no Chico Discos, no centro. Pensamos inicialmente em fazer um cineclube, mas aí a ideia de produzir foi ganhando forma e acabamos criando juntos o roteiro do Luíses”, explica.
Com um orçamento limitadíssimo de apenas R$1200, dinheiro arrecadado em pedágios e na Festa Solrealística (realizada durante o período de gravações), artistas, músicos e atores da cidade se empenharam voluntariamente em um esforço colaborativo para garantir um trabalho profissional na produção do filme. Destacam-se as atuações de artistas maranhenses como Raphael Brito e Lauande Aires, e a trilha sonora com composições de Criolina, Zeca Baleiro, Celso Borges, Marcos Belfort, Carlos Silva Jr. e Ricardo Wayland.


Não sou nenhuma especialista em cinema, entendo pouco e indico aquilo que gosto. E na minha pequena opinião digo que esse é um daqueles filmes que ninguém deve perder. É diferente, envolvente e ensina. Maranhenses não devem deixar de ver, ludovicenses são "obrigados".

Atenciosamente, garota do brogui!

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